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Alura2026

Luri IA: transformando contexto em ajuda no momento da dúvida

Como transformamos uma porta de entrada genérica para um chatbot em uma experiência de IA contextual, integrada ao momento da aula.

Meu papel
Product Designer
Colaboração
IA, Engenharia, Produto, Tecnologia e Desenvolvimento
Produto
Alura
Contexto
Experiência de aprendizagem + Inteligência Artificial
Ano
2026
  • Product Design
  • IA
  • Experiência de aprendizagem
Luri AI case study cover: Alura lesson screens with Luri explaining the excerpt, on dark podiums

Em resumo

A Luri já existia dentro das aulas da Alura, e o estudante podia abrir o chat sempre que tivesse uma dúvida. O problema é que, antes de receber ajuda, ele precisava transformar a própria confusão em uma pergunta.

Junto com os times de IA, Engenharia, Produto, Tecnologia e Desenvolvimento, redesenhamos esse momento. A nova experiência é uma interação contextual dentro do player: pedir ajuda sobre um trecho não exige digitar nada, porque o próprio contexto da aula inicia uma explicação da Luri.

O resultado foi um novo caminho de acesso à IA na experiência de aprendizagem, com sinais relevantes de adoção, continuidade e recorrência.

Uma boa experiência com IA não começa, necessariamente, em um campo de texto.

O problema não era só descobrir a Luri

Antes, a principal porta de entrada dentro da aula era a ação "Estou com dúvida". Ao clicar, o chat se abria e o estudante podia escolher um prompt sugerido ou escrever uma pergunta.

Esse padrão funciona para um chatbot, mas gera atrito no aprendizado: quem está confuso nem sempre consegue dizer exatamente o que gerou a confusão.

Experiência anterior: o botão Estou com dúvida abaixo do vídeo, ao lado de Avançar
Antes — a entrada "Estou com dúvida"
Chat da Luri aberto logo após o clique em Estou com dúvida, com prompts sugeridos e um campo de mensagem
Depois do clique, o próximo passo era escolher um prompt ou escrever algo.

O fluxo anterior

Antes

  1. Não entendi
  2. Abro a Luri
  3. Penso em como formular minha dúvida
  4. Explico o contexto
  5. Recebo ajuda

Na prática, estávamos pedindo que o estudante explicasse algo que ele ainda não tinha entendido.

Reenquadramento

A pergunta óbvia

Como aumentar o uso da Luri?

A pergunta que escolhemos

Como encurtar a distância entre o momento em que alguém deixa de entender e o momento em que a ajuda chega?

Essa mudança transformou o espaço de solução. O objetivo deixou de ser gerar cliques em um chatbot e passou a ser reduzir o esforço cognitivo no momento de uma dificuldade de aprendizagem.

O conteúdo já tinha o contexto de que a IA precisava

Em uma videoaula, o produto já sabe o que está sendo reproduzido e em que momento a ajuda foi solicitada. O timestamp pode funcionar como uma camada invisível de contexto.

Vídeo → Timestamp → Trecho recente (~30 segundos) → Contexto → Luri → Explicação

Uma ação. O contexto acontece por trás.

Toda a complexidade se resume a uma única ação para o estudante. Não é preciso selecionar um trecho, indicar o momento do vídeo ou escrever uma primeira pergunta: o produto busca o contexto.

Player de aula da Alura com o botão Perguntar à Luri sobre este trecho ao lado de Avançar
A nova entrada: "Perguntar à Luri sobre este trecho"

O novo fluxo

O que muda não é a quantidade de etapas, mas o quanto o estudante precisa montar sozinho antes de a ajuda chegar.

Antes

  1. Não entendi
  2. Abro a Luri
  3. Penso em como formular minha dúvida
  4. Explico o contexto
  5. Recebo ajuda

Depois

  1. Não entendi
  2. Peço ajuda sobre este trecho
  3. Recebo uma explicação contextual
  4. Decido se quero continuar a conversa

A experiência completa

Quando o estudante pede ajuda, o vídeo pausa, a Luri se abre à direita e começa a explicar o trecho por conta própria. A partir daí, o estudante pode continuar a conversa.

Videoaula pausada com a Luri aberta à direita, mostrando uma explicação automática do trecho e um campo para continuar a conversa
1 Contexto do vídeo · 2 Pedido enviado automaticamente · 3 Explicação automática · 4 A conversa continua

A IA começa. O estudante decide como continuar.

Só a abertura da interação é automatizada. O estudante recebe uma primeira resposta imediata e contextual, e então a experiência volta a ser conversacional.

Ele pode escrever livremente ou usar sugestões para se aprofundar: analogias, um resumo ou uma análise de como os conceitos foram aplicados.

Automatizamos a parte que gerava atrito. Preservamos a parte que dependia da intenção do estudante.

O contexto virou parte da interface — mesmo sem aparecer nela

O estudante não precisa mais:

  • selecionar um trecho
  • copiar uma transcrição
  • informar o timestamp
  • dizer em qual aula está
  • escrever uma primeira mensagem

O sistema já tem tudo isso.

Quanto mais contexto o produto já tem, menos contexto devemos pedir para o usuário reconstruir.

Uma pequena interação atravessou diferentes partes do produto

Uma interface aparentemente simples exigiu coordenação entre muitas partes do sistema.

Player + Conteúdo + Timestamp + IA + Experiência conversacional + Produto + Engenharia + Design

Meu papel estava nessa interseção: traduzir uma capacidade técnica de IA em um comportamento simples e compreensível para quem está aprendendo.

Meu papel

O trabalho foi menos sobre uma interface isolada e mais sobre orquestrar conteúdo, IA e produto. Atuei com os times de IA, Engenharia, Produto, Tecnologia e Desenvolvimento para tornar uma capacidade técnica compreensível dentro da jornada de aprendizagem.

  • Enquadramento e reenquadramento do problema
  • Definição do fluxo
  • Decisões de interação
  • Prototipação
  • Conexão entre o comportamento do player e a experiência de IA
  • Alinhamento com possibilidades e limitações técnicas
  • Experiência conversacional
  • Acompanhamento de sinais de adoção e continuidade

Um clique não seria suficiente

Contar apenas os acionamentos daria uma leitura rasa, então acompanhamos pelo menos duas dimensões:

  • Adoção: quantos estudantes começaram a usar a Luri na experiência.
  • Profundidade: o que aconteceu depois do primeiro acionamento.

Adoção ao longo do tempo

Dados fornecidos pelo time de IA. A adoção é a parcela de estudantes ativos (com licença ativa no mês) que usaram a Luri.

MêsAdoçãoUsuários da LuriEstudantes ativos
Junho27,2%86.450317.949
Julho19,4%54.821282.758
Agosto37,2%97.108260.811

Os 37,2% de agosto foram o pico do período analisado.

Um novo patamar de adoção

Em agosto, 97.108 dos 260.811 estudantes ativos usaram a Luri.

  • +10 p.p. de adoção de junho a agosto (27,2% → 37,2%)
  • ≈ +12% de usuários da Luri (86.450 → 97.108)
  • ≈ −18% na base ativa (317.949 → 260.811)

Essas comparações apenas contextualizam a variação relativa; elas não provam causalidade.

Julho: o contexto importa

Julho mostra por que o volume absoluto não deve ser lido isoladamente. Fatores sazonais, como a Copa do Mundo e o recesso do Alura Start, reduziram a atividade da base, e ainda assim a adoção chegou a 19,4%.

Por isso acompanhamos o uso em relação à base disponível, e não apenas o número de usuários.

O uso não terminou no primeiro clique

  • 34,2% dos acionamentos viraram conversas
  • +2,8 mensagens adicionais por interação, em média, nessas conversas

A adoção conta só parte da história. Para alguns estudantes, a primeira explicação funcionou como porta de entrada para uma interação mais profunda. Fonte: time de IA.

Do primeiro clique à recorrência

  • 10.671 usuários únicos do acionamento contextual
  • 21 mil+ acionamentos por mês

Esses números se referem apenas ao acionamento de explicação de trecho do vídeo. Os acionamentos superaram os usuários, o que indica uso recorrente e um primeiro sinal de que o comportamento pode ir além da novidade.

Os resultados em uma única leitura

  • 37,2% de adoção em agosto
  • 34,2% dos acionamentos viraram conversas
  • +2,8 mensagens adicionais
  • 97.108 usuários em agosto
  • 10.671 usuários únicos do acionamento
  • 21 mil+ acionamentos por mês

Os dados não isolam a nova experiência de outras variáveis de produto ou sazonais, então não faço uma afirmação causal direta. O que observamos foi um conjunto consistente de sinais: mais adoção, continuidade em uma parcela relevante das interações e uso recorrente do acionamento.

A mudança não estava no botão

Na superfície, é só um botão e um chat. Mas o botão é apenas a camada visível que une três elementos que antes estavam separados:

  • Conteúdo: o que o estudante estava aprendendo
  • Contexto: quando a dificuldade surgiu
  • IA: a capacidade de reinterpretar esse conteúdo

Combinados, eles permitem que a interação não precise mais começar com "Qual é a sua dúvida?". Ela pode começar com "Eu sei qual trecho você acabou de assistir. Deixa eu tentar explicar de outro jeito."

O que este projeto mudou na forma como eu desenho com IA

Uma boa experiência com IA não começa, necessariamente, em um campo de texto.

Quanto mais contexto o produto já tem, menos o usuário deveria precisar reconstruir.

A automação tem mais valor quando remove esforço sem remover autonomia.

O melhor uso da IA nem sempre exige mais do usuário. Às vezes, permite que ele faça menos e chegue mais rápido ao que precisa.

Detalhe da explicação contextual da Luri ao lado da aula pausada

No fim, a questão não era colocar IA dentro de uma aula. Era ajudá-la a entender quando, onde e com qual contexto ela poderia realmente apoiar o aprendizado.

Avatar 3D ilustrado de Alice Braz

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